Considerado o maior hospital do país, o Hospital de Santa Maria ocupa um edifício imponente na Cidade Universitária, hoje na freguesia de Alvalade (antes pertencia à antiga freguesia do Campo Grande). Abriu solenemente a 27 de abril de 1953, segundo um projeto de hospital escolar de Hermann Distel, que assinou também o São João portuense.
Um hospital público com faculdade lá dentro
Hoje está sob a Unidade Local de Saúde de Santa Maria, sucessora do antigo Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte, no SNS. Debaixo do mesmo teto ensina a escola de Medicina da Universidade de Lisboa, e o Instituto de Medicina Molecular trabalha lado a lado com o hospital. Circulam ali diariamente doentes, estudantes, investigadores e visitas, e a portaria lida com um grande volume de entregas.
Como endereçar o ramo
A entrada principal é pela Avenida Professor Egas Moniz; existe outro acesso pela Avenida Professor Gama Pinto. Na encomenda, escreve Hospital de Santa Maria, Avenida Professor Egas Moniz, Lisboa, seguido do nome da pessoa por extenso e do serviço de internamento. Piso e cama, se os familiares os souberem, impedem que as flores se percam entre corredores. Com tantos serviços sob o mesmo teto, da pediatria à cirurgia cardiotorácica, é frequente haver doentes com o mesmo apelido internados em simultâneo, e o nome completo é o que os distingue. Deixa também o contacto de um familiar, para o caso de a portaria precisar de esclarecer algum dado.
Onde não podem entrar ramos
Medicina intensiva e alas de doentes com elevado risco de infeção não recebem flores frescas. Uma mensagem à família ou um telefonema para o serviço resolve a dúvida em poucos minutos. Perante uma recusa, adia o gesto e envia as flores para a residência do doente depois da alta.
Para quem vem visitar
Para lá chegar de metro, sai na Cidade Universitária, na linha amarela. Se fores ver o doente depois de o ramo chegar, não precisas de levar outro ramo nas mãos: leva antes um livro, uma revista ou simplesmente tempo para conversar, que muitas vezes é o que mais falta faz a quem está internado.