O que é, afinal, um lírio
O género Lilium reúne mais de uma centena de espécies, quase todas do hemisfério norte, e cada planta nasce de um bolbo formado por escamas. A flor tem seis tépalas e seis estames compridos. Nem tudo o que tem "lírio" no nome entra nesta conta: o jarro (cala), o espatifilo e o hemerocale são plantas diferentes, só parecidas na forma.
Três grupos, três maneiras de perfumar a casa
Quem compra lírios depara-se sobretudo com três famílias de híbridos:
- Os asiáticos abrem cedo, quase não cheiram e existem em muitas cores.
- Os orientais têm flores grandes, de perfume forte, e abrem em pleno verão.
- Os de trombeta libertam mais aroma ao fim da tarde.
Quando uma sala é pequena, um perfume intenso pode cansar; nesse caso, os asiáticos são a opção mais discreta.
O tom laranja
O laranja encontra-se sobretudo entre os híbridos asiáticos, onde o pólen cor de ferrugem destoa pouco das pétalas. Na Europa existe também uma espécie selvagem de flor laranja-avermelhada, Lilium bulbiferum. A cor aguenta bem o sol de uma varanda, mas desbota mais depressa num parapeito virado a sul atrás do vidro.
Do canteiro à jarra
A floração decorre de junho a agosto. Em vaso, um recipiente fundo com furos é indispensável, porque o bolbo apodrece com água parada. Numa jarra, os caules duram entre dez e catorze dias, pois os botões abrem por ordem. Corta os caules na diagonal, tira as folhas que ficariam dentro de água e retira as anteras antes que sujem a toalha.
Atenção, gatos
A FDA e a ASPCA alertam que os lírios verdadeiros podem causar insuficiência renal aguda nos gatos. Todas as partes são perigosas, incluindo o pólen e a água da jarra. Se tens um gato em casa, evita este ramo; se houver suspeita de ingestão, contacta de imediato o veterinário.