Herbácea, arbustiva ou híbrida
O género Paeonia reúne espécies da Eurásia e ainda duas da costa oeste da América do Norte. Nos jardins distinguem-se três grupos:
- As peónias herbáceas perdem a parte aérea no outono e rebentam de novo na primavera. Pertencem-lhes as variedades mais comuns, como a 'Sarah Bernhardt'.
- As peónias arbustivas ganham caule lenhoso e podem chegar a dois metros e meio.
- Os híbridos Itoh cruzam os dois grupos e nasceram só depois de 1945.
A paleta vai do branco ao rosa e ao vermelho, passando pelo coral e pelo amarelo. Azul não existe.
Plantar e cuidar
Prefere sol e solo fértil, fundo e com boa drenagem. Os gomos do rizoma ficam a poucos centímetros da superfície: se os enterrares demasiado, a planta pode passar anos sem florir. As peónias herbáceas precisam de um inverno frio para formar flor, por isso dão-se melhor no norte e no interior do que em zonas de invernos muito suaves, como parte do litoral algarvio.
Depois de instaladas, ficam décadas no mesmo sítio e não gostam de ser mudadas.
Em Portugal cresce também espontaneamente a rosa-albardeira (Paeonia broteri), uma espécie selvagem de flor rosa-escuro que não se deve arrancar nem colher no campo.
No jarro
Compra os botões ainda fechados, macios ao toque como um pequeno marshmallow e já com cor. Corta os caules em diagonal, tira as folhas que ficariam submersas e muda a água a cada dois dias. As formigas que aparecem nos botões só vêm ao néctar e não fazem mal.
Animais de companhia
Segundo a ASPCA, a peónia é tóxica para cães, gatos e cavalos, por causa do paeonol: causa vómitos, diarreia e prostração. Põe o jarro em sítio alto e, se o teu animal mastigar uma flor, fala com o veterinário.