Roseira de jardim, não espécie
O género Rosa reúne mais de uma centena de espécies, quase todas do hemisfério norte. As selvagens têm em regra cinco pétalas e dão no outono os frutos vermelhos chamados cinorródios, muito procurados pelas aves. As roseiras de flor dobrada que vês nos jardins descendem em boa parte de rosas chinesas chegadas à Europa no século XVIII, que trouxeram a capacidade de florir mais do que uma vez por ano.
Atualmente há tantas variedades que até a divisão em trepadeiras, arbustivas e de cobertura de solo serve só como orientação.
Acúleos e não espinhos
Em termos botânicos, aquilo a que chamamos espinhos são acúleos: nascem à superfície do caule e destacam-se com facilidade, ao contrário dos verdadeiros espinhos, que são ramos transformados. Para pores rosas num jarro, retira os acúleos de baixo com uma faca de ponta romba.
Cuidados consoante a região
- No Minho e no litoral Norte, a humidade favorece o oídio e a mancha-negra: rega junto à base, sem molhar a folhagem, e deixa o ar circular entre as plantas.
- Em Trás-os-Montes e na Beira Interior, as geadas tardias são frequentes; espera que o risco passe antes de podar.
- No Alentejo e no Algarve, o verão quente pede rega funda e uma camada de casca de pinheiro ou composto sobre a terra.
- Planta no outono ou no fim do inverno. As roseiras já em vaso aceitam outras épocas, desde que as regues com regularidade.
Existem rosas azuis?
Na natureza, não: falta à rosa o gene do pigmento azul, a delfinidina. As "rosas azuis" que se encontram à venda são rosas brancas tingidas. Uma experiência de engenharia genética, com um gene do amor-perfeito, resultou numa rosa mais lilás ou lavanda do que azul.
Cães, gatos e cavalos
Segundo a ASPCA, as rosas não são tóxicas para cães, gatos e cavalos. Mesmo assim, os acúleos podem arranhar um focinho ou uma pata curiosos.