Um arbusto de origem asiática
O género Hydrangea tem cerca de oitenta espécies, a maioria originária do leste e sul da Ásia, com algumas nas Américas. A que mais se vê em jardins portugueses é a Hydrangea macrophylla, de folhas grandes, daí o nome científico. Há dois tipos de inflorescência: nas hortênsias de bola, quase todas as flores são estéreis e grandes; nas de prato, as flores vistosas formam uma coroa à volta de pequenas flores férteis no centro.
Nos Açores, sobretudo no Faial, e em muitos jardins do Minho e da zona de Sintra, as sebes de hortênsias fazem parte da paisagem de verão.
Cuidados do dia a dia
Gosta de solo rico em húmus, sempre fresco, e de meia-sombra com sol da manhã. Com calor, as folhas caem logo e pedem rega abundante, tema importante no Alentejo e no Algarve.
- Os botões formam-se no ano anterior, por isso não faças poda drástica na primavera.
- Deixa as flores secas durante o inverno: protegem os gomos do frio.
- Retira-as quando já não houver risco de geada forte, cortando acima de um par de gomos saudáveis.
- No interior, onde as geadas tardias são comuns, protege com folhas secas ou manta.
A cor depende do solo
Em solo ácido, a planta absorve alumínio e as flores ficam azuis. Em solo neutro ou calcário, as mesmas variedades mantêm-se rosa ou vermelhas. As brancas não mudam.
Toxicidade
A ASPCA classifica a hortênsia como tóxica para cães, gatos e cavalos, por causa dos glicósidos cianogénicos; é raro haver intoxicação por cianeto e os sinais mais comuns são vómitos e diarreia. Se uma criança comer partes da planta, liga ao CIAV (INEM); para animais, ao veterinário.