Uma espécie, muitas formas
O género Tulipa nasceu nas zonas montanhosas da Ásia Central e chegou à Europa pela mão dos Países Baixos, de onde ainda vem grande parte dos bolbos. Não existe uma tulipa «clássica» de uma só cor: há flores em taça simples, de pétalas pontiagudas como as dos lírios, dobradas ou franjadas, com alturas entre os 10 e os 70 centímetros.
O amarelo é um dos tons mais comuns, do limão pálido ao dourado forte, e surge em quase todos os grupos de cultivares.
Quando combina o amarelo
Na linguagem das flores, o amarelo está tradicionalmente ligado à alegria e à amizade. Um ramo de tulipas amarelas assenta bem num aniversário, num agradecimento ou na mesa de Páscoa, altura em que as tulipas de corte estão no seu melhor. Para o Dia da Mãe, no primeiro domingo de maio, a época já vai adiantada, por isso vale a pena perguntar à florista se ainda as tem.
Na jarra, passo a passo
- Corta dois centímetros aos caules, na diagonal, com uma tesoura bem afiada.
- Usa uma jarra alta com poucos centímetros de água fria e muda-a com frequência.
- Afasta o ramo de aquecedores e do sol direto.
- Roda a jarra de vez em quando: os caules continuam a crescer e inclinam-se para a luz.
- Não juntes narcisos acabados de cortar, porque a seiva deles encurta a vida das tulipas.
Em boas condições, duram entre cinco e dez dias.
No jardim e com animais em casa
Quem quiser plantar bolbos deve contar com o clima: a tulipa precisa de frio no inverno. No interior norte e centro isso acontece sem esforço, mas nas zonas de invernos suaves, como o Algarve, é habitual arrefecer os bolbos no frigorífico antes de os plantar.
Segundo a ASPCA, as tulipas são tóxicas para cães, gatos e cavalos, sobretudo o bolbo, que contém tulipalina A e B. Se suspeitares que o animal comeu alguma parte, fala logo com o veterinário.