O vermelho possível
Nos ásteres de outono, o vermelho puro quase não existe: o que se vê vai do rosa-carmim ao vermelho-vinho, passando por púrpuras muito quentes. É nas cultivares do Symphyotrichum novi-belgii que se encontram os tons mais avermelhados. No malmequer-da-china (Callistephus chinensis), a planta anual das floristas, há variedades de vermelho-escuro mais convincentes.
Se procuras mesmo um vermelho intenso, vale a pena olhar para a etiqueta e perguntar pela cor da cultivar, porque na primavera, sem flor, a planta de viveiro não deixa adivinhar.
Combinar com outras cores
Pela sua intensidade, o vermelho dos ásteres combina com folhagem prateada, com gramíneas ornamentais e com flores amarelas de fim de verão. Em ramos, o contraste com outros ásteres de flor pequena e brancos funciona bem.
Cuidados
- Sol pleno e solo fresco, rico e bem drenado.
- Rega junto ao pé; no Alentejo, em pleno verão, convém reforçar a rega e cobrir a terra para conservar a humidade.
- As cultivares altas, de mais de 80 centímetros, ganham com um tutor, sobretudo em locais ventosos.
- Elimina as flores velhas do malmequer-da-china para prolongar a floração, normalmente de agosto a outubro.
Animais de companhia
De acordo com a ASPCA, o malmequer-da-china (Callistephus chinensis) é não tóxico para cães, gatos e cavalos. Para as variedades de Symphyotrichum não conhecemos avaliação semelhante.
Uma nota prática para a compra: os ásteres perenes vendem-se muitas vezes em vasos pequenos na primavera, quando ainda são apenas um tufo de folhas. Se a cor é importante, espera pelo fim do verão e escolhe a planta já em botão, ou compra o malmequer-da-china já em flor num viveiro da tua zona.