Flores para quem está internado: como acertar à primeira
Um ramo na mesa de cabeceira lembra a quem está no hospital que há gente lá fora a pensar nele. Mas um quarto de hospital é pequeno, muitas vezes partilhado, e tem regras próprias. Primeiro vês o que o serviço permite, depois escolhes as flores.
Um ramo na mesa de cabeceira lembra a quem está no hospital que há gente lá fora a pensar nele. Mas um quarto de hospital é pequeno, muitas vezes partilhado, e tem regras próprias. Primeiro vês o que o serviço permite, depois escolhes as flores.
🌸 Escolher ramo
Primeiro passo: perguntar ao serviço
Não há uma regra única para os hospitais do SNS nem para os privados. Quem decide é, quase sempre, o próprio serviço, e a resposta pode mudar de um piso para o outro. Nos cuidados intensivos e nos serviços onde há doentes com as defesas muito em baixo, como hematologia ou transplantes, é frequente as flores não entrarem. Nas enfermarias gerais e nas maternidades são aceites mais vezes, mas não contes com isso: confirma com o serviço. Uma chamada para o secretariado resolve a dúvida em poucos minutos.
| Onde está a pessoa | Costuma aceitar? | O que ter em conta |
|---|---|---|
| Enfermaria geral (cirurgia, ortopedia, medicina interna) | Muitas vezes | O quarto é muitas vezes partilhado. Um ramo pequeno e sem cheiro forte incomoda menos os vizinhos de cama. |
| Maternidade | Muitas vezes | Há pouco espaço e muitas visitas. Há serviços que preferem que as flores esperem pela ida para casa. |
| Cuidados intensivos | Raramente | Pouco espaço, muito equipamento e cuidado redobrado com infeções. Guarda o gesto para depois da transferência. |
| Hematologia, transplantes e oncologia | Confirma sempre | Com a imunidade baixa, a água parada, a terra e o pólen podem ser um problema. |
| Psiquiatria | Varia | Jarras de vidro podem não ser permitidas. Um ramo já com reserva de água evita a questão. |
Que flores incomodam menos
Num quarto pequeno, um perfume que numa sala parece agradável torna-se pesado, sobretudo para quem está enjoado depois de uma operação ou de um tratamento. Procura flores de cheiro discreto, com pouco pólen e que aguentem uns dias sem grandes cuidados.
Túlipas
As túlipas quase não têm cheiro e continuam a crescer depois de cortadas, abrindo um pouco mais a cada dia. Se forem ainda em botão, duram mais.
Gérberas
Flores grandes, de cores fortes e praticamente sem perfume. O ponto fraco é o caule, que amolece e dobra quando a água fica suja. Pouca água, mas limpa, resulta melhor do que uma jarra cheia de água parada.
Alstroemérias e rosas pouco perfumadas
As alstroemérias aguentam muito tempo na jarra e cada haste tem várias flores, por isso um ramo pequeno parece cheio. As rosas de florista, na maioria das variedades, têm pouco perfume e também são uma boa escolha, desde que o ramo seja modesto.
E os narcisos e os jacintos?
Os narcisos são alegres, mas o caule solta uma seiva que encurta a vida das outras flores na mesma jarra. Se os escolheres, que vão sozinhos. Os jacintos têm um perfume muito intenso: em casa enchem a sala, num quarto partilhado são demais.
O que é melhor deixar em casa
- Lírios: o perfume é forte e o pólen alaranjado mancha lençóis, pijamas e mãos. Num quarto de hospital raramente são boa ideia. Mais no nosso guia dos lírios.
- Crisântemos: em Portugal estão muito ligados ao cemitério e ao 1 de novembro.
- Plantas em vaso com terra: a terra pode ter fungos e bactérias, e muitos serviços não as querem por isso. As flores cortadas são a opção mais simples.
- Arranjos grandes: não há onde os pôr. Acabam no parapeito ou no chão do corredor.
- Jarras de vidro pesadas: partem-se, ocupam espaço e em alguns serviços não são permitidas.
Passo a passo para enviar um ramo
- Liga para o serviço
Pergunta se aceitam flores e se há alguma restrição. Confirma também que a pessoa continua internada.
- Junta os dados certos
Nome do hospital, serviço, piso e nome completo da pessoa.
- Escolhe pequeno e prático
Um ramo baixo, de cheiro discreto, já com reserva de água ou numa caixa que sirva de jarra. Nada de terra.
- Escreve um cartão curto
Duas linhas chegam. Algo como: Desejo-te as melhoras, estamos à tua espera cá fora. Evita perguntas sobre o diagnóstico.
E se a pessoa já tiver tido alta?
Acontece muitas vezes. Se souberes da alta antes da entrega, avisa logo para mudar a morada para casa. Na verdade, a chegada a casa é muitas vezes o melhor momento para um ramo: há espaço e a pessoa aproveita-o durante a recuperação.
Um ramo pequeno e alegre para quem está internado, ou para casa depois da alta.
Ver ramos para as melhoras →Na maternidade
Os primeiros dias são de cansaço e pouco espaço. Pensa no que facilita a vida à mãe.
Boa ideia
- Ramo pequeno em tons suaves, sem perfume forte
- Perguntar antes se a mãe já quer visitas
- Um cartão com o nome do bebé
- Enviar para casa na primeira semana, quando as visitas acalmam
Melhor não
- Flores muito perfumadas perto do recém-nascido
- Arranjos enormes que não cabem no quarto
- Plantas em vaso com terra
- Aparecer sem avisar com o ramo na mão
Na nossa página sobre os hospitais de Portugal encontras os hospitais do país, com a morada e o essencial para enviar flores.