Uma sul-africana de varanda
A lobélia que enche floreiras e vasos suspensos é a Lobelia erinus, a lobélia-azul, da família das campanuláceas. Vem da África austral e, na terra de origem, vive vários anos. Em Portugal cultiva-se sobretudo como planta de verão, porque não resiste ao frio forte. Mantém-se baixa, entre 10 e 25 centímetros, e as flores têm menos de dois centímetros, com cinco pétalas.
A forma selvagem é azul ou violeta. Entre as variedades azuis mais conhecidas estão a 'Crystal Palace', escura e de folhas bronzeadas, e a 'Cambridge Blue', mais clara. Os tipos pendentes servem para vasos suspensos, os erectos para orlas de canteiros.
Plantar e manter
- Planta quando já não houver risco de geada. Nas zonas frias do interior norte, isso significa esperar pela primavera avançada.
- Dá-lhe sol ou meia-sombra. Nos verões muito quentes e secos, como os do Alentejo, a meia-sombra poupa-a ao cansaço.
- Aduba de duas em duas semanas durante a época de floração, de maio a setembro.
- Se o torrão secar, os raminhos finos descaem e as flores param. Em vasos pequenos, vê-a todos os dias quando faz calor.
- A meio do verão, se a planta parecer esgotada, corta-a para cerca de metade: volta a rebentar e floresce outra vez no fim da estação.
Mistura com outras flores
Fica bem à frente de gerânios, petúnias e fúcsias, onde forma uma nuvem baixa que esconde a borda do vaso. Uma lobélia azul ao lado de uma branca lembra um céu de verão.
Atenção: é tóxica
A Lobelia erinus contém alcaloides, entre eles a lobelina, e comer quantidades importantes pode causar náuseas, vómitos e diarreia. Mantém-na longe de crianças pequenas. Para os animais, a ASPCA classifica como tóxica para cães, gatos e cavalos a lobélia-cardinal (Lobelia cardinalis), também rica em lobelina, por isso convém ter a mesma prudência.
Se houver ingestão, liga ao CIAV (Centro de Informação Antivenenos, do INEM) e, no caso de animais, ao veterinário.