Origem e família da astilbe
As astilbes pertencem às saxifragáceas. As espécies crescem sobretudo em florestas húmidas e desfiladeiros montanhosos da Ásia Oriental, do Japão aos Himalaias, e uma só vive na América do Norte. As panículas fazem lembrar as das espireias, mas as duas plantas não são aparentadas, e daí o nome inglês «false spirea».
Nos jardins há sobretudo híbridos. Os Arendsii vêm do viveirista alemão Georg Arends. As flores vão do branco ao rosa, ao vermelho e ao violeta, e consoante a cultivar a planta mede de 40 a 100 centímetros.
Escolher o local certo no jardim
- O melhor local é a meia-sombra; ao sol pleno as folhas queimam, a não ser que o solo se mantenha sempre húmido.
- Quer solo rico que retenha água, e dá-se bem em terra argilosa ou à beira de um lago.
- Mistura composto na cova e rega abundantemente no primeiro ano.
- Uma cobertura de composto ou folhas mantém as raízes frescas.
Ao longo do ano
A seca é o pior inimigo. Em Portugal, isto pesa mais no sul e no interior, onde o verão é longo e quente: a astilbe tem melhores condições no norte e junto ao litoral, num canteiro sombrio e regado com regularidade. Floresce de junho a agosto, e juntando cultivares precoces e tardias a floração alonga-se.
As panículas secas ficam castanhas e permanecem direitas no inverno. Corta os caules velhos no fim do inverno e divide as touceiras grandes de poucos em poucos anos, na primavera.
Animais
A astilbe não consta das listas de plantas tóxicas mais comuns. Se um cão ou um gato comer muita, pode ainda assim ter problemas de estômago.