Linhas simples
A cala branca é Zantedeschia aethiopica, a única espécie do género de espata inteiramente branca. Tem uma haste comprida e firme e uma flor que se enrola como um funil à volta de um espádice amarelo. Por isso um único caule, num jarro alto, já tem presença; um ramo de poucas calas em linha, ainda mais.
Para um arranjo minimalista, três calas de comprimentos diferentes num cilindro de vidro transparente já bastam, porque a forma da flor dispensa mais enfeites.
Em casamentos e cerimónias
A cala branca é tradicionalmente associada a casamentos, mas também aparece em cerimónias fúnebres. Num ramo de noiva, costuma ser usada sozinha ou com um pouco de folhagem verde para não perder a elegância.
Para conservar
1. Corta os caules na diagonal e mete-os em água limpa e fria. 2. Muda a água de dois em dois dias, sem molhar a flor. 3. Mantém o arranjo afastado do sol direto e do calor.
Em boas condições, a flor dura de uma a duas semanas.
Em vaso e no jardim
Se tens a planta em vaso, a cala gosta de solo húmido e rico, e de sol a meia-sombra. Nas ilhas dos Açores e da Madeira, onde a espécie é considerada invasora, confirma as regras locais antes de plantar no exterior.
Para quem tem animais
A cala branca contém oxalato de cálcio, e a ASPCA classifica-a como tóxica para cães e gatos: causa ardor na boca e nos lábios, salivação e vómitos. As crianças também devem evitar mastigar as flores. Se houver ingestão, o veterinário ou o CIAV são os contactos certos.