Branco puro ou creme?
Uma peónia branca quase nunca é totalmente branca. Muitas têm um brilho creme ou um toque de amarelo no centro. Entre as variedades antigas de jardim contam-se a 'Duchesse de Nemours', de flor dobrada e criada em meados do século XIX, e a 'Festiva Maxima', cujas pétalas brancas mostram algumas manchas carmim no interior.
Ambas são herbáceas e voltam todos os anos.
Também há brancas entre as arbustivas e os híbridos Itoh. A floração dura poucos dias e, com chuva, ainda menos. Por isso convém juntar variedades de épocas diferentes: assim o branco prolonga-se por várias semanas.
Simbolismo e ocasiões
Na linguagem das flores, o branco liga-se tradicionalmente à pureza e a um recomeço, daí as peónias brancas aparecerem em buquês de noiva, batizados e primeiras comunhões. Quem planeia um ramo de noiva deve contar com o tempo que a flor leva a abrir: botões cortados cedo demais, firmes e verdes, muitas vezes não chegam a abrir.
O que a chuva faz ao branco
O branco denuncia logo os estragos da chuva: aparecem manchas acastanhadas e as flores dobradas, mais pesadas, tombam para o chão. No canteiro, ajuda um sítio abrigado ou um tutor discreto. Em casa, a flor dura mais num local fresco, longe do aquecimento e da fruteira.
Como é uma flor clara, aproveita-a em sítios de meia-sombra, onde reflete melhor a luz.
Para o jarro, prefere os caules cortados de manhã cedo.
Segurança em casa
O branco não torna a peónia mais inofensiva: a ASPCA aponta-a como tóxica para cães, gatos e cavalos. Apanha as pétalas caídas e não deixes as crianças levar partes da planta à boca; em caso de dúvida, o CIAV (Centro de Informação Antivenenos, do INEM) dá aconselhamento.