Flores em forma de dedal
A dedaleira, Digitalis purpurea, é nativa da Europa. O nome português refere-se ao formato das flores, parecidas com dedais. Segundo a Wikipédia, tem ainda muitos nomes populares, como abeloira, erva-dedal e luvas-de-Nossa-Senhora. Pertence atualmente à família das plantagináceas.
É bienal: no primeiro ano forma só uma roseta de folhas; no segundo sobe uma haste de 90 a 150 cm, com flores tubulares, normalmente roxas, manchadas no interior. Floresce de maio a julho. Se cortares a haste murcha, pode voltar a florir.
Onde a pôr no jardim
- Em meia-sombra, num solo com húmus que não seque.
- Ao fundo de canteiros e junto de sebes, onde a altura fica bem.
- Em jardins frescos do Norte e do Centro, onde se sente à vontade; no Sul, escolhe um sítio com sombra e rega.
- Se não queres que se espalhe, corta as hastes antes de a semente cair.
Muito tóxica
A planta contém glicosídeos cardíacos, e basta mastigar umas folhas para haver problemas. A digoxina, usada como medicamento para o coração, vem das folhas de espécies de Digitalis, mas a dose terapêutica é estreita e doses um pouco acima podem ser letais. Segundo a ASPCA, nos cães, gatos e cavalos causa arritmias cardíacas, vómitos, diarreia, fraqueza e pode levar a falência cardíaca e morte.
Se houver ingestão por uma pessoa, contacta de imediato o CIAV (Centro de Informação Antivenenos, do INEM) ou liga para o 112. Com animais, vai a um veterinário.
Uso em casa
Usa luvas ao manusear e não a ponhas numa jarra ao alcance de crianças. Para a mesa, existem muitas flores sem este risco.