Rizoma ou bolbo?
O género Iris reúne algumas centenas de espécies do hemisfério norte, e o nome vem da deusa grega do arco-íris, a propósito da variedade de cores: quase todas, exceto um vermelho puro. Em Portugal é comum chamar-lhes lírios, embora o lírio verdadeiro seja outro género. No jardim, o mais simples é perguntar o que está debaixo da terra:
- As íris barbadas crescem de um rizoma rastejante e têm uma risca de pelos macios nas pétalas descaídas. Pedem sol pleno e o rizoma deve ficar à superfície; se for enterrado fundo, dá folhagem e pouca flor.
- As íris sem barba, como a Iris sibirica, têm folhas estreitas e preferem mais humidade.
- As íris de bolbo resistem aos verões secos sob a forma de bolbo.
A íris dos ramos de florista é normalmente a íris-holandesa, uma forma criada a partir de 1891 com espécies da Península Ibérica e do norte de África. Os bolbos forçam-se em estufa, por isso há flor de corte quase todo o ano.
Estrutura da flor
Cada flor tem três pétalas erguidas e três viradas para fora. Em zonas húmidas de Portugal cresce o lírio-dos-pântanos (Iris pseudacorus), de flor amarela; como planta silvestre, não se deve arrancar.
No jarro
Compra íris cujo botão já mostre cor. Cada flor dura poucos dias, mas no mesmo caule abre muitas vezes outro botão.
Toxicidade
A ASPCA aponta a íris como tóxica para cães, gatos e cavalos, com maior concentração nos rizomas: salivação, vómitos, diarreia e prostração. Em caso de dúvida com crianças, liga ao CIAV; com animais, ao veterinário.