O croco e o açafrão da cozinha
O género Crocus pertence às iridáceas e estende-se do sudoeste da Europa e do Mediterrâneo até à China ocidental; a maior parte das espécies vive nos Balcãs e na Ásia Menor. A maioria floresce do fim do inverno a abril, e algumas só no outono. A espécie mais conhecida é Crocus sativus, de cujos estigmas vermelhos se obtém a especiaria açafrão.
Por isso, em português, a palavra pode designar a flor de jardim ou o condimento.
Misturas e floração
Uma mistura reúne espécies que florescem umas a seguir às outras, o que prolonga a floração. A flor dura alguns dias ou semanas, mas o bolbo volta durante anos se ninguém o perturbar. Se o compraste em vaso, põe-no num sítio claro depois da floração, deixa as folhas secar e só então o plantes no jardim.
Plantar no outono
O croco-da-primavera (Crocus vernus) é muito plantado; outras espécies, como C. tommasinianus, naturalizam-se facilmente na relva.
- Planta os bolbos em setembro ou outubro, a cerca de oito centímetros de fundura.
- Escolhe sol e terra bem drenada, porque a humidade apodrece os bolbos.
- Na relva, só cortes depois de as folhas secarem.
- Com sol as flores abrem por completo; com tempo nublado ficam fechadas.
- Esquilos, ratos e pássaros podem atacar os bolbos: uma rede metálica ajuda, segundo a RHS.
São uma das primeiras fontes de pólen para abelhas e abelhões nos primeiros dias amenos.
Atenção: o colchicum
Os crocos de outono podem ser confundidos com Colchicum autumnale, muito mais venenoso: tem seis estames, o croco só três, e pertence a outra família. Segundo a ASPCA, o croco-da-primavera pode causar nos animais problemas gástricos. Se alguém comeu um bolbo desconhecido, liga ao CIAV (Centro de Informação Antivenenos, do INEM); se for um animal, ao veterinário.