Uma flor que espera pelos dias curtos
O crisântemo que se vê em vasos e em ramos é, na maioria dos casos, um híbrido hortícola, o Chrysanthemum × morifolium, da família das asteráceas. O nome vem do grego e significa "flor de ouro", porque as primeiras flores conhecidas eram amarelas. Segundo a Wikipédia, a planta é cultivada há muitos séculos na China e tornou-se um símbolo do Japão, onde o trono imperial é conhecido como Trono do Crisântemo.
É uma planta de dia curto: só forma botões quando as noites ficam suficientemente longas. Por isso floresce de setembro a novembro. Os produtores controlam a luz, e é assim que existem crisântemos de corte durante grande parte do ano.
Em vaso e no jardim
- Põe a planta ao sol e rega com moderação, sem deixar o substrato encharcado.
- Tira as flores secas para a planta continuar a abrir botões.
- Em zonas de geada, como Trás-os-Montes ou a Beira Interior, abriga os vasos junto a uma parede; no litoral e no Algarve o inverno é bem mais suave.
- Os vasos de outono são muitas vezes pensados para uma estação. Se os quiseres manter, planta-os no jardim e poda-os depois da floração.
Na jarra
Corta os caules na diagonal, remove as folhas que ficariam dentro de água e muda a água de dois em dois dias. Com estes cuidados, os crisântemos de corte duram em geral 10 a 14 dias num local fresco.
Significado e animais
Em Portugal, o crisântemo está muito ligado a Todos os Santos (1 de novembro) e aos cemitérios. Para um aniversário ou um jantar de amigos, escolhe outra flor.
A ASPCA indica que o crisântemo é tóxico para cães, gatos e cavalos, por causa das piretrinas e das lactonas sesquiterpénicas. Os sinais são vómitos, diarreia, salivação excessiva, falta de coordenação e dermatite. Se o teu animal mastigou a planta, contacta um veterinário.