Brincos-de-princesa
Fuchsia é um género com cerca de uma centena de espécies, na maioria arbustos, espalhadas pelas Américas e pela Oceânia. Por causa das flores pendentes, muitas são conhecidas em português como brincos-de-princesa. O nome do género homenageia o botânico alemão Leonhart Fuchs, e a própria cor "fúcsia", um rosa-arroxeado intenso, foi batizada com o nome da flor.
A flor tem uma estrutura própria: um tubo, quatro sépalas pontiagudas e, por baixo, uma pequena corola. Nas regiões de origem, as aves, nomeadamente os colibris, polinizam-nas.
Meia-sombra e frescura
Ao contrário do que o nome de "planta de interior" pode sugerir, a fúcsia é sobretudo uma planta de varanda e de jardim em meia-sombra. Dá-se bem com sol da manhã e luz filtrada, e sofre com o calor forte. Por isso, no Alentejo e no interior, onde o verão é seco e quente, coloca-a num local sombreado e rega-a com frequência.
No Minho e no litoral norte, mais húmidos e frescos, é onde ela se sente melhor.
- Mantém a terra sempre ligeiramente húmida, nunca encharcada.
- Aduba cerca de uma vez por semana durante a floração.
- Os vasos suspensos secam depressa em dias quentes.
Passar o inverno
A maioria das fúcsias não tolera geada. Onde o frio é intenso, como em Trás-os-Montes ou na Beira Interior, leva os vasos para um local claro e fresco, sem gelo, e rega pouco. Na primavera, corta os rebentos e traz a planta de volta para a luz. Em zonas de inverno ameno, como o litoral, muitas aguentam melhor o exterior.
Animais
Segundo a ASPCA, a fúcsia não é tóxica para gatos. Os frutos, pequenas bagas escuras, são comestíveis, embora tenham sabor suave e pouco marcante.