Da América do Norte aos jardins
O lupino de jardim, Lupinus polyphyllus, é natural do oeste da América do Norte. Chega a atingir entre sessenta e cento e cinquenta centímetros, tem folhas em forma de mão com muitos folíolos estreitos e, entre o fim de maio e o início de agosto nos climas mais frescos, forma cachos densos de dezenas de flores de ervilha.
Na natureza dominam o azul e o roxo; a grande paleta de jardim deve-se sobretudo ao criador inglês George Russell, cujos híbridos florescem em vermelho, rosa, branco e tons mistos.
Não é o tremoço do petisco
Em Portugal, tremoceiro é o nome corrente do género Lupinus, e os tremoços que se comem em conserva vêm do tremoço-branco, Lupinus albus. As sementes do lupino ornamental não se comem: contêm alcaloides.
Cultivo
Como todas as leguminosas, o lupino fixa azoto do ar através de bactérias nas raízes e melhora os solos pobres e arenosos.
- Sol e solo solto e bem drenado.
- Evita terras pesadas e encharcadas, onde a planta vive poucos anos.
- Tem raiz aprumada e profunda: depois de instalada, não a mudes.
- Corta as hastes secas junto à base; muitas vezes surge uma segunda floração mais pequena.
Os climas frescos e húmidos do norte são-lhe mais favoráveis do que os verões quentes do Alentejo.
Espalhar-se e toxicidade
Em vários países europeus o lupino tornou-se invasor em prados de montanha. Corta as flores antes de as vagens amadurecerem. Os alcaloides, como a lupinina, tornam a planta tóxica, sobretudo as sementes. Se uma criança comer partes da planta, liga ao CIAV (INEM) ou ao 112; para animais, ao veterinário.