Vermelho é obra de jardineiro
O lupino selvagem do oeste da América do Norte floresce sobretudo em azul e roxo. Os vermelhos são formas de jardim, em especial os híbridos Russell, nome do criador inglês George Russell, que alargou a paleta ao vermelho, rosa, branco e misturas de duas cores.
Não esperes um vermelho de tomate. A maior parte oscila entre carmim, tijolo e vinho, e muitos trazem uma parte mais clara ou amarela nas pétalas de cima.
Para guardar o vermelho
Os lupinos semeiam-se facilmente sozinhos, mas as plântulas de híbridos nem sempre saem iguais à planta-mãe. Ao fim de alguns anos o canteiro vermelho pode virar azul e roxo. Para conservar o tom:
- corta as flores secas antes de as sementes amadurecerem;
- na primavera, tira estacas de rebentos junto ao colo;
- compra variedades vermelhas com nome em vez de sementes mistas.
Cuidados
O lupino vermelho quer sol pleno e solo solto. Em terras pesadas e encharcadas raramente envelhece. Quase não precisa de adubo, porque bactérias nas raízes fixam azoto. Na primavera, vigia as lesmas; mais tarde, os pulgões.
Cor no canteiro
Cachos vermelhos ganham força ao lado de lupinos brancos e azuis ou de flores de verão amarelas e laranja.
Perigo das sementes
A cor não torna a planta mais inofensiva: as sementes contêm alcaloides e a planta é tóxica. Se uma criança comer sementes, liga ao CIAV ou ao 112; se for um animal, ao veterinário. Não confundas com os tremoços de petisco, de outra espécie.