Do vinho ao ferrugem
O vermelho nos crisântemos nunca é um tom único. Há variedades cor de vinho e de bordô, outras de carmim, e ainda flores de cobre ou ferrugem, muitas vezes com a parte de trás das pétalas mais clara ou dourada. Por isso um vaso de crisântemos vermelhos tem um aspeto quente mesmo com pouca luz, numa varanda de Braga ou num pátio alentejano ao fim da tarde.
Como compor
- Com folhas de outono, dióspiros ou romãs na mesa, o vermelho fica numa gama natural de estação.
- Com verdes escuros, como hera e pitósporo, ganha profundidade.
- Com crisântemos amarelos ou cor de laranja, cria um conjunto de tons quentes.
- Se preferires um contraste calmo, junta-lhe uma ou duas flores brancas.
Um cuidado com o simbolismo
Na linguagem das flores o vermelho costuma associar-se à paixão e ao amor. Com o crisântemo a conversa muda: em Portugal a flor é a mais usada em Todos os Santos, e um ramo todo de crisântemos pode ser lido como flor de cemitério. Para o Dia dos Namorados (14 de fevereiro), há flores bem mais adequadas.
Cuidados e segurança
Os crisântemos florescem de setembro a novembro e gostam de sol. Rega o vaso quando o substrato começar a secar à superfície e tira as flores murchas. Em ramo, muda a água com regularidade.
Segundo a ASPCA, a espécie é tóxica para cães, gatos e cavalos: pode causar vómitos, diarreia e salivação. Coloca o vaso fora do alcance dos animais.