A primeira a florir
O nome Primula vem do latim primus, «o primeiro», porque muitas espécies florescem logo no fim do inverno. O género tem centenas de espécies. Na Europa vivem em estado selvagem, entre outras, a Primula vulgaris, a Primula veris e a Primula farinosa. A primeira tem flores amarelo-pálido, muitas vezes com um centro mais intenso, e é dela que descendem muitas das prímulas coloridas de vaso.
A prímula de vaso
As prímulas baixas e vistosas que se vendem no inverno são, na maioria, formas de jardim da Primula vulgaris. Na natureza a flor é amarelo-clara; os viveiristas obtiveram branco, vermelho, rosa, violeta e azul-escuro, quase sempre com um olho amarelo. Do cruzamento com a Primula veris nasceram as polyantha, mais altas e com várias flores por haste.
Sendo o amarelo a cor de origem, uma prímula amarela é a que mais se parece com as dos prados do norte da Europa. Se a vires no campo, não a apanhes: deixa-a onde está.
Como a manter em flor
- Dá-lhe luz forte, mas sem sol direto, e o frio é aliado: numa sala aquecida a floração acaba depressa.
- Mantém o substrato húmido por igual, sem deixar água no pratinho.
- Tira as flores murchas para surgirem novos botões.
Depois da floração, pode passar para um canteiro de meia-sombra com terra fresca e rica em húmus. Em zonas de verões muito quentes e secos, como o Alentejo, convém escolher o sítio mais sombrio.
Animais
A ASPCA inclui a Primula vulgaris entre as plantas tóxicas para cães, gatos e cavalos, com vómito ligeiro como sinal. Em caso de dúvida, contacta o veterinário.