De flor silvestre a flor dobrada
O Ranunculus asiaticus é nativo do Mediterrâneo oriental, do sudoeste da Ásia, de Creta, de Rodes e dos Cárpatos, e do nordeste de África. Não cresce espontaneamente em Portugal: os ranúnculos que aqui se veem são híbridos e cultivares de jardim. A flor silvestre é simples, com três a cinco centímetros; a de floristaria é dobrada, pétala sobre pétala, e lembra uma rosa pequena ou uma peónia.
O tom lilás
O lilás aparece em algumas cultivares e é menos usado do que o branco, o rosa ou o vermelho. Cria um buquê calmo, que fica bem ao lado de eucalipto ou de folhagem prateada. A planta tem entre 25 e 45 centímetros.
Parente do botão-de-ouro
O nome vem do género Ranunculus, de que fazem parte os botões-de-ouro amarelos dos prados. Nasce de pequenas garras tuberosas e prefere clima fresco. Os caules são ocos e frágeis, por isso fica melhor misturado com flores de caule mais forte.
Frio e calor
- Suporta geada leve, mas pouco mais do que dez graus negativos.
- Dá-se melhor entre cerca de 5 e 18 graus; com calor prolongado deixa de formar botões.
- As garras não devem congelar.
Por isso, em zonas de invernos frios, como o interior norte, é preferível plantá-las na primavera, começando em vaso.
Cuidado com os animais
A ASPCA considera o ranúnculo tóxico para cães, gatos e cavalos. A seiva contém protoanemonina, que pode causar vómitos e feridas na boca.