Três grupos, um nome
O género Anemone pertence às ranunculáceas e distribui-se pelo hemisfério norte. Encontram-se sobretudo três tipos:
- As anémonas de primavera, como a Anemone nemorosa, florescem em branco nos bosques antes de as árvores terem folhas.
- A Anemone coronaria é originária do Mediterrâneo, cresce de tubérculos e dá a flor de corte dos ramos, quase sempre no inverno e início da primavera.
- As anémonas de outono (Anemone hupehensis e híbridos) florescem nos jardins entre agosto e outubro, em branco e rosa. Alguns botânicos classificam-nas atualmente num género próprio, Eriocapitella.
Do campo ao jarro
A flor da Anemone coronaria lembra uma papoila, com um centro escuro. Compra-se no início do ano, quando lá fora ainda faz frio. No jarro dura entre cinco e oito dias, um pouco mais em divisões frescas. Muda a água com frequência e corta ligeiramente os caules.
Uma particularidade: as anémonas de corte continuam a crescer no jarro e viram-se para a luz. É normal, e dá ao ramo um ar solto.
No jardim
Num jardim, a Anemone coronaria quer um sítio de sol a meia-sombra e solo drenante. Os tubérculos plantam-se em climas amenos no outono, mas nas zonas com geadas fortes convém esperar pela primavera. No litoral mais ameno, a floração pode antecipar-se.
Seiva irritante
As anémonas contêm protoanemonina, que se forma quando a planta é esmagada. A seiva irrita a pele e as mucosas, com vermelhidão ou bolhas, e a ingestão causa mal-estar digestivo. Lava as mãos depois de arranjar o ramo. Em caso de intoxicação, liga ao CIAV (INEM) ou ao 112; para animais, ao veterinário.