Um género enorme
As begónias vêm sobretudo da América tropical, de florestas húmidas, e o nome homenageia Michel Bégon, a quem o naturalista Charles Plumier dedicou o género. As estimativas falam em mil a mil e quatrocentas espécies, o que coloca Begonia entre os dez maiores géneros de plantas com flor. O traço mais reconhecível é a folha assimétrica, com os dois lados diferentes.
Na mesma planta nascem flores masculinas e femininas; as femininas têm, por baixo, um ovário triangular com asas.
Quatro grupos que vais encontrar
- begónias sempre-em-flor: baixas, com muitas florinhas, para canteiros, floreiras e taças
- begónias tuberosas: flores grandes e muitas vezes dobradas, com um tubérculo que descansa no inverno
- begónias elatior: plantas de vaso com flor, para dentro de casa
- begónias rex: cultivadas pelas folhas decoradas, com flores pouco importantes
Onde e como
A maioria prefere meia-sombra, porque o sol forte do início da tarde queima as folhas. Isso torna-as boas para varandas viradas a norte e para recantos sombreados, sobretudo em regiões quentes como o Alentejo. Rega com moderação, junto à base e não por cima das folhas, para evitar o oídio. Água parada faz apodrecer o tubérculo depressa.
Nenhuma begónia aguenta geada. No interior frio, só as passes para o exterior quando as noites já não gelam; as tuberosas levantam-se antes da primeira geada, secam-se e guardam-se em areia ligeiramente húmida, ao fresco.
Begónias e animais
A ASPCA considera a begónia tóxica para cães, gatos e cavalos. A causa são oxalatos de cálcio solúveis, concentrados nas partes subterrâneas, que provocam salivação e vómitos. Não deixes tubérculos ao alcance dos bichos e liga ao veterinário em caso de suspeita.