Um nome que vem do calendário
A Calendula officinalis, conhecida em Portugal por calêndula ou maravilha, pertence às asteráceas. O nome vem de calendae, o primeiro dia do mês no calendário romano, porque a planta volta a abrir flores mês após mês. Cultiva-se como anual, cresce entre 30 e 60 centímetros e dá capítulos que vão do amarelo ao laranja-vivo.
Não é a mesma coisa que o cravo-de-defunto (Tagetes), que é de outro género, embora em inglês ambas se chamem «marigold».
Semear e cuidar
- Semeia diretamente no solo, a um ou dois centímetros de profundidade, com 20 a 30 centímetros entre plantas.
- Escolhe um sítio ao sol; a meia-sombra também serve e o solo pobre não a incomoda.
- Corta as flores passadas para que surjam novos botões.
- Deixa amadurecer alguns capítulos: a calêndula ressemeia-se sozinha.
Nas zonas de invernos suaves de Portugal é possível semear no outono e ter flores mais cedo; no interior frio, convém esperar pela primavera. A floração costuma prolongar-se até ao outono.
Pétalas e usos
As pétalas são comestíveis e dão cor a saladas e arroz, tendo sido usadas como substituto do açafrão. Na tradição popular, usa-se a calêndula em pomadas para a pele, mas a eficácia não está comprovada. Quem tem alergia a plantas da família das margaridas deve evitá-la.
Como flor de corte e com animais
As variedades de caule comprido servem para jarra e duram cerca de cinco a oito dias; corta-as de manhã cedo, quando acabaram de abrir. A ASPCA indica a Calendula officinalis como não tóxica para cães e gatos.