Como é a camomila-vulgar
A Matricaria chamomilla, também chamada Matricaria recutita, é uma erva anual da família das asteráceas. Em estado silvestre chega a uns cinquenta centímetros, com vários caules a partir da base. Os capítulos, de um a dois centímetros, têm pétalas brancas à volta de um disco amarelo e o recetáculo cónico.
Floresce de maio a julho e cheira a doce e a erva. Cresce em campos, terrenos baldios e bermas.
Como a reconhecer
A Wikipédia em português avisa que o nome camomila é partilhado com a Chamaemelum nobile, a camomila-romana. Há outras plantas parecidas que se confundem com facilidade.
- Camomila-vulgar: corta um capítulo ao meio; o recetáculo é oco e em forma de cone, e a planta tem o cheiro típico.
- Falsa camomila (Tripleurospermum inodorum): flores semelhantes, recetáculo cheio e quase sem cheiro.
- Camomila-romana (Chamaemelum nobile): perene e de outro género.
Infusão e substâncias ativas
Os capítulos secos usam-se tradicionalmente em chás e compressas; contêm bisabolol e flavonoides como a apigenina. Sendo uma asterácea, pode provocar alergia, sobretudo em quem reage a outras plantas da família, como a margarida ou o malmequer.
Cuidados com animais
A ASPCA lista a camomila como tóxica para cães, gatos e cavalos, mas refere-se à camomila-romana (Anthemis nobilis): pode causar dermatite de contacto, vómitos, diarreia e perda de apetite. Por prudência, não dês chá de camomila aos teus animais e, se tiverem comido a planta, liga ao veterinário.