Uma cabeça, muitas flores
O que parece uma única flor é um capítulo, tal como no girassol, porque a dália pertence às Asteraceae. O género Dahlia é originário do México, onde os povos indígenas já o cultivavam no tempo dos astecas, e o nome homenageia o botânico sueco Anders Dahl. Do amarelo-limão ao amarelo-ouro, muitas cultivares misturam ainda laranja no centro ou nas pontas das pétalas.
Amarelo no jardim português
Esta cor chama a atenção ao fim da tarde e combina bem com folhagem escura e com azul, como o das salvas. A floração vai de julho a outubro, por isso é uma flor do fim do verão, e não de Dia da Mãe. No norte atlântico, com chuva e humidade, convém vigiar caracóis e lesmas: segundo a RHS, os rebentos novos são os mais vulneráveis.
Dos tubérculos ao primeiro frio
- Planta os tubérculos ao sol, em terra fértil que escoe bem a água.
- Espera que o risco de geada passe; no interior (Trás-os-Montes, Beira Interior) isso quer dizer abril ou até maio.
- Rega com generosidade nas semanas secas, sobretudo no Alentejo.
- Corta as flores gastas e as novas aparecem até à geada.
A RHS indica que os tubérculos costumam precisar de um sítio sem geada no inverno, mas que em zonas mais suaves podem sobreviver ao ar livre sob uma boa cobertura. No interior, levanta-os depois da primeira geada, deixa-os secar e guarda-os às escuras, a cerca de 5 a 10 graus.
Para a jarra e para os bichos
Corta o caule quando a flor está quase aberta, porque os botões fechados já não abrem na água. Em água limpa duram entre cinco e oito dias. A ASPCA lista a dália como tóxica para cães, gatos e cavalos, com sintomas ligeiros, como irritação do estômago e da pele. Se o teu animal a mastigar, fala com o veterinário.