Um arbusto de encostas soalheiras
A Lavandula angustifolia, conhecida em português como lavanda ou alfazema, é uma planta aromática da família das lamiáceas, de folhas estreitas e cinzento-esverdeadas. É natural do Mediterrâneo ocidental, onde vive em matos baixos, em solo pedregoso e seco. Nos jardins chega, consoante a variedade, a 30 a 60 centímetros.
As flores, violeta ou azul-violeta, juntam-se em espigas de três a oito centímetros e surgem de junho a agosto, atraindo abelhas e borboletas.
Variedades
- 'Hidcote': compacta, de folhas prateadas e espigas violeta-escuras, com cerca de 50 centímetros;
- 'Munstead': violeta mais suave e um pouco mais alta;
- 'Nana Alba': anã, de flor branca;
- 'Rosea': violeta-rosada.
O lavandim (Lavandula × intermedia) é um cruzamento com outra espécie, maior e de floração mais tardia.
Plantar, podar, secar
- Escolhe um lugar ao sol, com terra seca e bem drenada. Em regiões chuvosas como o Minho, a água parada no inverno faz mais estragos do que o frio.
- Depois da floração, encurta as espigas secas sem cortar na madeira nua, de onde rebenta mal.
- Para secar, corta as hastes quando se abrem as primeiras flores e pendura-as de cabeça para baixo num sítio escuro e arejado.
A alfazema seca usa-se em saquinhos perfumados e, segundo a tradição, contra as traças.
A ASPCA considera a lavanda tóxica para cães, gatos e cavalos (linalol e acetato de linalilo): náuseas, vómitos e perda de apetite. Mantém o óleo essencial fora de alcance e, se houver sintomas, liga ao veterinário.