Vermelho é raro
O delfínio é azul por natureza, e o vermelho puro não existe nas séries comuns de jardim. Quem procura "delfínio vermelho" encontra normalmente tons de bordeaux, vinho e púrpura-avermelhado. Algumas espécies americanas, como o Delphinium nudicaule, têm flores alaranjado-avermelhadas, mas são pequenas, difíceis e raras em viveiros portugueses.
Se uma etiqueta promete "vermelho", confirma sempre a cor da variedade.
Quando escolher estes tons
Os tons quentes dão profundidade a um canteiro misto, junto a sálvias, achileias e plantas de folhagem prateada. Em ramos, o delfínio de tom vinho contrasta bem com rosas cor de pêssego e com folhagem verde.
Cuidados
- Planta em sol pleno e abrigado do vento, em solo fundo e bem drenado.
- Põe um tutor desde o início, porque as hastes quebram com vento.
- No Alentejo e no Algarve, o calor de julho esgota a planta; prefere regiões mais frescas ou uma posição com sombra ao fim da tarde.
- Controla lesmas e caracóis nos rebentos, em especial na primavera.
Atenção à toxicidade
A ASPCA classifica o delfínio como tóxico para cães, gatos e cavalos, e todas as partes contêm alcaloides. Usa luvas, mantém a planta afastada de crianças e, em caso de ingestão por uma pessoa, liga ao CIAV (INEM) ou ao 112. Para animais, contacta o veterinário.
Se queres mesmo uma nota quente, a alternativa mais simples é combinar um delfínio de tom vinho com flores vermelhas ou alaranjadas de outras espécies, como a monarda ou as dálias, que florescem na mesma altura e não pedem cuidados especiais.