Túlipas: cores, épocas e como as manter na jarra

Aparecem nas floristas logo depois do Natal e desaparecem com o calor de maio. Pelo meio há o Dia dos Namorados, o Dia do Pai e o Dia da Mãe. Explicamos-te como escolher um molho que dure, porque é que as hastes se dobram e o que fazer com os bolbos no nosso clima.

Aparecem nas floristas logo depois do Natal e desaparecem com o calor de maio. Pelo meio há o Dia dos Namorados, o Dia do Pai e o Dia da Mãe. Explicamos-te como escolher um molho que dure, porque é que as hastes se dobram e o que fazer com os bolbos no nosso clima.

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Uma túlipa vermelha isolada, com as pétalas ainda fechadas em taça
Vermelha
Túlipa cor-de-rosa vista de perto, já aberta
Cor-de-rosa
Túlipa branca de pétalas lisas
Branca
Molho de túlipas amarelas numa sala
Amarela

Quando há túlipas em Portugal

Quase todas as túlipas que compras cá vêm dos Países Baixos, onde são forçadas em estufa. Por isso a época começa em dezembro e janeiro, atinge o pico entre fevereiro e abril e acaba em maio, quando o calor as faz abrir depressa demais. No verão ainda aparecem, mas abrem e caem muito mais depressa.

Isto encaixa bem no calendário português: o 14 de fevereiro, o Dia do Pai a 19 de março e o Dia da Mãe, no primeiro domingo de maio, caem todos dentro da época. Para o Dia da Mãe, sobretudo se o tempo já estiver quente, compra-as ainda em botão.

Da Turquia à Holanda, em poucas linhas

A túlipa cresce selvagem nas montanhas da Ásia Central e foi cultivada com paixão no Império Otomano antes de chegar à Europa, no século XVI. Na Holanda do século XVII os bolbos raros atingiram preços absurdos, um episódio que ficou conhecido como tulipomania.

Que cor dar a quem

Na linguagem das flores, a túlipa fala de afeto e de começos, mas ninguém vai ler o teu ramo com um dicionário. Pensa mais na pessoa e no momento:

  • Vermelhas para o Dia dos Namorados, quando não te apetece repetir as rosas.
  • Cor-de-rosa para a mãe, a avó ou uma amiga. É a cor mais segura quando não conheces bem os gostos de quem recebe.
  • Amarelas para animar uma casa no inverno ou para alguém que está em casa a recuperar.
  • Brancas para um ramo sóbrio, num jantar, numa visita de pêsames ou num casamento.
  • Roxas ou lilás para quem gosta de cores fortes. Ficam muito bem misturadas com brancas.
  • Laranja para um ramo alegre e pouco convencional, por exemplo para um colega.

Formas que vais encontrar

Para além da túlipa simples, em forma de taça, as floristas trazem cada vez mais estas:

  • Dobrada: muitas pétalas, lembra uma pequena peónia. Pesa mais, por isso precisa de uma jarra com boa base.
  • Papagaio: pétalas recortadas e onduladas, muitas vezes com riscas de outra cor.
  • Flor de lírio: pétalas compridas e pontiagudas que se abrem para fora.

Na jarra: o que faz diferença

A túlipa tem uma particularidade que surpreende muita gente: continua a crescer depois de cortada e vira-se para a luz. Um molho que chega direito pode estar todo torto no dia seguinte, e isso não é sinal de que esteja a morrer.

  • Corta um a dois centímetros da base com uma faca bem afiada e tira as folhas que ficariam dentro de água.
  • Usa pouca água, fria, e uma jarra alta que apoie as hastes até meio. Junta água todos os dias, porque a túlipa bebe muito.
  • Afasta a jarra do aquecedor, da janela com sol e da fruteira. As maçãs e as bananas libertam etileno, que acelera o envelhecimento.
  • Roda a jarra um quarto de volta por dia para que as flores não se inclinem todas para o mesmo lado.
  • Não juntes narcisos acabados de cortar. A seiva deles entope os caules das túlipas.

Num apartamento quente, uma túlipa abre e cai em poucos dias. Se a puseres numa divisão fresca durante a noite, por exemplo junto à porta da varanda ou num quarto sem aquecimento, ganhas facilmente mais dois ou três dias.

Bolbos de túlipa no clima português

PassoQuando e como
Frio artificial6 a 8 semanas na gaveta dos legumes do frigorífico, longe da fruta
Plantaçãonovembro a dezembro, a cerca de 15 cm de profundidade
Floraçãofevereiro a abril, conforme a zona
Segundo anoflor mais fraca; muita gente trata-a como planta de uma época
⚠️ Cuidado com os animais: a túlipa é tóxica para gatos e cães, e o bolbo é a parte mais perigosa. Se guardas bolbos no frigorífico ou os deixas na varanda antes de plantar, mantém-nos longe do alcance do teu animal. Em caso de ingestão, liga ao veterinário.

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Dúvidas sobre túlipas

As minhas túlipas dobraram-se de um dia para o outro. Fiz alguma coisa mal?
Não. A túlipa continua a crescer depois de cortada e procura a luz, por isso as hastes alongam e curvam-se. Dá-lhes uma jarra alta, roda-a todos os dias e, se quiseres hastes direitas, enrola o molho em papel de jornal e deixa-o algumas horas em água fresca.
Posso juntar túlipas e narcisos na mesma jarra?
Sim, mas não logo. O narciso solta uma seiva que entope os caules das outras flores. Deixa os narcisos sozinhos em água durante umas horas, não voltes a cortá-los e só depois os juntes às túlipas.
Em Portugal vale a pena plantar bolbos de túlipa?
Vale, sobretudo em vaso ou como planta de uma só época. Os nossos invernos são curtos para a túlipa, por isso muita gente guarda os bolbos no frigorífico durante seis a oito semanas e planta-os entre novembro e dezembro. No segundo ano a floração costuma ser mais fraca.
As túlipas fazem mal aos gatos e aos cães?
Sim. Toda a planta é tóxica para gatos e cães e o bolbo é a parte mais perigosa. Pode provocar vómitos, diarreia e salivação. Se o animal comer um bolbo ou várias folhas, fala com o veterinário.

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